sábado, 9 de abril de 2011

'Johnny English: Reborn' ganha primeiro trailer

Foi divulgado o primeiro trailer de Johnny English: Reborn, sequência da franquia Johnny English, estrelada por Rowan Atkinson e com direção de Oliver Parker.

Na trama da comédia, Rowan Atkinson é o personagem-título, Johnny English, um agente secreto que está sempre metido em confusões para salvar seu país.

Também fazem parte do elenco os atores Rosamund Pike, Gillian Anderson, Dominic West, Burn Gorman, Daniel Kaluuya e Mark Ivanir.

Veja abaixo o primeiro trailer de Johnny English: Reborn, que estreia na Itália em 23 de setembro, na Inglaterra em 7 de outubro e na Suécia em 14 de outubro. No Brasil e nos EUA não há previsão de estreia nos cinemas.


Fonte: www.cineplayers.com

Charlie Sheen insulta o cineasta Oliver Stone

Oliver Stone
Charlie Sheen
Nesta sexta-feira, o ator Charlie Sheen, recentemente demitido da série televisiva Two and a Half Men, teve no diretor Oliver Stone seu mais novo alvo. Em entrevistas ao NYC show Friday e a Radio City Music Hall, Sheen proferiu algumas ofensas  a Stone. "Comprarei um Oscar de Oliver Stone, pois hoje ele está falido. Seus filmes mais recentes não prestam. Alguém viu Wall Street 2?", disse o ator hollywoodiano, mesmo tendo feito uma pequena participação neste filme.

O cineasta conquistou dois prêmios da academia, por Nascido em 4 de Julho (1989) e Platoon (1986), este protagonizado pelo próprio Charlie Sheen, assim como Wall Street - Poder e Cobiça, grande sucesso de 1987.

No programa norte-americano, Charlie Sheen ainda fez declarações polêmicas sobre sua amizade com Nicolas Cage e um vôo inesquecível que fizeram juntos. Em direção a São Francisco, ambos portavam a quantidade considerável de cocaína quando perceberam que policiais federais estavam a bordo. Tal fato levou-os a considerar a possibilidade de esconderem a droga na cueca ou, até mesmo, atirarem todo o conteúdo na privada. Mas os agentes, fãs de Platoon e Arizona Nunca Mais (1987), dispensaram os atores sem fazerem a revista. 

O descontraído Charlie Sheen ainda revela que nesse dia também foi marcante pelo fato do termo "deusa", que costuma atribuir às suas namoradas, ter sido apresentado a si por seu amigo. Nicolas Cage referiu-se assim à bela aeromoça loira que os servia na viagem.

Fonte: www.cineplayers.com

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Kill Bill 3 é confirmado e tem estreia prevista para 2014

Homenageada desta quinta-feira na Mostra de Valência, a atriz Daryl Hannah surpreendeu a imprensa com uma grande novidade: a confirmação da continuação de Kill Bill, obra do diretor Quentin Tarantino. E a explicação para um hiato de dez anos entre as partes 2 e 3 da saga Kill Bill revelou uma curiosidade sobre o roteiro do próximo filme. Segundo Hannah, Tarantino adiou a continuação para que as filhas de Beatriz Kiddo (Uma Thurman) e Vernita Green (Viviva A. Fox) "fossem suficientemente mais velhas para poderem ser inimigas".

Embora mantivesse a cautela ao falar sobre o filme (a tecnologia a ser utilizada por Tarantino ainda não foi definida), a estrela hollywoodiana adiantou que Nikki Green (Ambrosia Kelley) buscará vingança por ter presenciado a morte de sua mãe, assassinada pela "Noiva" (Thurman) - confirmando a previsão de alguns fãs. Então, a menina, já crescida (o assassinato de "Cabeça de Cobre" se deu quando tinha apenas 10 anos), buscará um confronto com a filha de Bill e Kiddo, protagonizando o duelo em Kill Bill 3.

Ao final da coletiva, Daryl Hannah ainda aproveitou para tecer elogios ao diretor americano, destacando seu conhecimento cinematográfico e sua "felicidade contagiante". A atriz, assim, deverá repetir sua personagem dos filmes anteriores, a cruel e sensual Ellen Driver.

Fonte: www.cineplayers.com

Estreias da Semana (08/04)

Contracorrente
(Contracorriente)

Sinopse: Uma história de amor em meio a rígidas tradições. Um pescador de uma pequena cidade peruana tenta conciliar uma nova paixão com o casamento, sem poder levantar maiores suspeitas.













Que Mais Posso Querer
(Cosa voglio di più)

Sinopse: Anna é contadora em uma firma de seguros. Casada com o rude Alessio, com quem tem uma relação estável e tranquila, leva uma vida rotineira, mas confortável. O nascimento de seu sobrinho e as indiretas do marido criam nela a pressão de engravidar. Enquanto isso, Anna começa a se sentir atraída por Domenico, colega de trabalho misterioso. Apesar de ambos serem casados, a atração logo se transforma em uma relação proibida, e Anna e Domenico passam a se encontrar uma vez por semana em um motel. Mas o caso termina sendo descoberto, obrigando-os a decidir entre a paixão e a vida familiar.




Rio
(Rio)

Sinopse: Blu é uma arara domesticada que nunca aprendeu a voar e tem uma vida tranquila e confortável ao lado de Linda, sua dona e melhor amiga, na pequena cidade de Moose Lake, Minnesota. Blu e Linda pensam que ele é o último de sua espécie, mas quando ficam sabendo que há outra arara azul que vive no Rio de Janeiro, eles partem para a terra distante e exótica na expectativa de encontrar Jade, uma fêmea da espécie de Blu. Chegando no Rio de Janeiro, Blu conhece Jade e juntos começam uma grande aventura que envolve contrabandistas e aprender a voar.





Turnê
(Tournée)

Sinopse: Joachim (Mathieu Amalric), ex-produtor de televisão de Paris, partiu para os Estados Unidos há muito tempo, deixando tudo para trás - seus filhos, amigos, inimigos e amantes, para tentar uma nova vida. Tempos depois, ele retorna à França, liderando uma trupe burlesca para shows de despedida pelo país.

domingo, 3 de abril de 2011

Confira o primeiro trailer de ‘Midnight in Paris’

Midnight in Paris teve seu primeiro trailer divulgado. Nele, podemos ver uma pequena apresentação dos personagens e a glorificação de Paris, a cidade que será romantizada no longa, na história de uma família que vê sua vida mudar durante uma viagem de negócios. No elenco, Rachel McAdams, Owen Wilson, Marion Cotillard, Adrien Brody e muitos outros.

A estreia no Brasil está marcada para o dia 3 de Junho. Enquanto isto, assista ao trailer abaixo.


Fonte: www.cineplayers.com

Chloe Moretz no elenco de ‘Dark Shadows’

A atriz Chloe Moretz, de 14 anos, foi anunciada oficialmente como parte do elenco de Dark Shadows, novo projeto do diretor Tim Burton. Segundo o Deadline, Chloe interpretará Carolyn, filha de Elizabeth Collins (Michelle Pfeiffer), a matriarca dos Collins. O ator Gulliver McGrath também foi contratado para a produção e será David Collins.

O elenco também tem confirmada Eva Green como Angelique Bouchard Collins. No original, a personagem é uma bruxa que tem um relação de amor e ódio com Barnabas Collins.

Também fazem parte Johnny Depp, Michael Sheen, Jackie Earle Haley como Willie Loomis, Thomas McDonell no papel do jovem Barnabas, entre outros.

A produção deve começar em abril e a estreia acontece em 2012.

Fonte: www.cineplayers.com

Morre Farley Granger, ator de filmes de Hitchcock e Visconti

Farley Granger, mais lembrado pelos filmes de Alfred Hitchcock que estrelou, faleceu no começo dessa semana, na segunda-feira, de causas naturais, conforme o noticiado no Alt Film Guide. Prestes a completar 76 anos, o ator estreou nas telas em 1943.

Sua primeira aparição no cinema foi integrando o elenco do clássico e violento melodrama de guerra Estrela do Norte (1943), de Lewis Milestone, produzido em plena II Guerra e que causou enorme controvérsia na América ao ser considerado uma escandalosa propaganda soviética (nos anos 50, o filme seria reeditado e exibido na TV americana com outro título). Granger só viria a ser notado cinco anos depois, como um dos estudantes que eliminam um amigo só para saber a sensação que isso provoca, em Festim Diabólico (1948), de Alfred Hitchcock, com quem voltaria a trabalhar no também célebre Pacto Sinistro (1951).

Nesse meio-tempo, trabalhou com Nicholas Ray (Amarga Esperança, 1949). Anthony Mann (Pecado Sem Mácula, 1950) e na obra-prima Sedução da Carne (1954), de Luchino Visconti. Sua carreira, porém, não foi muito longe - muitos crítícos reclamavam de uma certa feminilidade sua em cena (em seu livro de memórias, publicado em 2007, o ator admitiu ser bissexual), e ao retornar da Itália após trabalhar com Visconti, sua carreira passou a ser restrita às séries de TV. Na primeira metade da década de setenta, já mais velho, voltou ao cinema numa sequência de filmes rodados na Europa (a maioria sem repercussão), o que serviu de pausa antes de retornar para TV americana, com raras participações no cinema - a última delas, na comédia romântica The Next Big Thing (2001).

Fonte: www.cineplayers.com

sábado, 2 de abril de 2011

Estreias da Semana (01/04)

As Mães de Chico Xavier
(As Mães de Chico Xavier)

Sinopse: Três mães enfrentam problemas: o filho de Ruth (Via Negromonte) está envolvido com drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli) tenta dar o máximo de atenção ao seu filho pequeno para suprir a falta do pai; Lara (Tainá Müller) é uma professora surpreendida por uma gravidez não planejada. Com a vida turbulenta, essas três mulheres buscam conforto na doutrina espírita de Chico Xavier (Nelson Xavier)









Fúria Sobre Rodas
(Drive Angry 3D)

Sinopse: Milton (Nicolas Cage), um criminoso que sai da prisão para uma última chance de redenção. Milton tem a missão de acabar com um culto de magia negra liderado por Jonas King (Billy Burke), que assassinou sua filha. Milton tem três dias para detê-los antes que também sacrifiquem sua neta em uma noite de lua cheia.











Ricky
(Ricky)

Sinopse: Katie (Alexandra Lamy) é apenas uma mulher comum, que trabalha numa fábrica e luta para cuidar de sua pequena filha. Quando conhece Paco (Sergi López), também um homem comum, algo mágico acontece e eles se apaixonam. Do amor dos dois surge outro milagre: um bebê extraordinário chamado Ricky (Arthur Peyret).










Uma Manhã Gloriosa
(Morning Glory)

Sinopse: A produtora de televisão Becky Fuller (Rachel McAdams) está com a carreira e a vida amorosa indo de mal a pior. Demitida de um jornal local, ela aceita o convite para trabalhar no Daybreak, um programa matinal com péssimos índices de audiência. Decidida a mudar o histórico do Daybreak, Becky tenta contratar um âncora de TV de renome, Mike Pomeroy (Harrison Ford), mas ele se recusa a noticiar os temas que compõem um programa de TV matinal e nem quer saber de apresentar algo ao lado de Colleen Peck (Diane Keaton). Além disso, o conflito dos apresentadores põe em risco o relacionamento amoroso de Becky com um colega de trabalho, Adam Bennett (Patrick Wilson).

terça-feira, 29 de março de 2011

2010 - Não Me Abandone Jamais (Never Let Me Go)

Sinopse: Kathy (Carey Mulligan), Ruth (Keira Knightley) e Tommy (Andrew Garfield) são amigos desde a infância e cresceram num ambiente que consideravam idílico. Quando entram na idade adulta, têm de lidar com o amor que os envolve, os desafios do futuro e o que há de obscuro em seu passado.

Diretor: Mark Romanek
Roteiro: Alex Garland (roteiro), Kazuo Ichiguro (romance)
Gênero: Drama
Origem: Escócia/Inglaterra
Duração: 103 minutos

Elenco:

Carey Mulligan (Kathy)
Keira Knightley (Ruth)
Andrew Garfield (Tommy)
Charlotte Rampling (Senhorita Emily)
Sally Hawkins (Senhorita Lucy)
Izzi Meikle-Small (Jovem Kathy)
Ella Purnell (Jovem Ruth)
Hannah Sharp (Amanda)
Kate Bowes Renna (Senhorita Geraldine)
Charlie Rowe (Jovem Tommy)
Oliver Parsons (Arthur)
Cristina Carrafiell (Laurs)
Luke Bryant (David)


Comentário:

"Será que somos todos muito diferentes e que uns são mais dignos que os outros? Lindo filme, simplesmente lindo."

Como uma espécie de ficção científica romântica ambientada em um passado futurista, Não Me Abandone Jamais envolve o telespectador em um triângulo amoroso com os personagens principais, emocionando-o a cada descoberta do filme.

Ambientado na Inglaterra no ano de 1952, o filme conta a história de duas amigas e um menino que é excluído pelo internato onde eles vivem. Kathy, doce e gentil, começa a se apaixonar por Tommy, atrapalhado e excluído, enquanto Ruth, inteligente e sagaz, caçoa do pobre coitado. Por um motivo de orgulho, Ruth, sabendo da paixão da pequena Kathy por Tommy, acaba por se envolver com o garoto.

Durante uma aula no internato Hailsham, os garotos descobrem o porquê o colégio apresenta-se muito rigoroso, contando histórias cruéis de crianças que fugiram do colégio e o porquê existem tantas regras e tantos cuidados. Por intermédio da professora Lucy, é revelado aos alunos que o único motivo pelo qual eles foram concebidos, é porque eles serão doadores de órgãos de seus clones. Com a nova descoberta, começam novas perguntas e procuras. Será que é válida a vida sabendo-se que se tem tão pouco tempo? Quanto tempo viveremos? Há outras possibilidades além da doação de órgãos? São os clones, pessoas desalmadas? São os clones, indignos de viver uma vida feliz?

Romanek abre um leque de duvidas que são impossíveis de responder, somente com o passar do tempo é que se percebe o quanto é importante a valorização do caráter dos personagens. Eles são submetidos ao um olhar critico do telespectador, que por sua vez, deve concordar ou discordar da escolha de clonar pessoas com o intuito de doar seus órgãos.

O romance, escrito por Ichiguro e roteirizado por Garland, traz a tona uma questão social, religiosa e científica, um mito que é difícil de resolver, porém é mostrado de forma teatral, quase shakespeariana, com diálogos bem desenvolvidos e nem um pouco cansativos, muito pelo contrário, a cada palavra uma nova descoberta, a cada descoberta um novo sentimento e a cada sentimento uma nova excitação.

A fotografia mais cinza, mais pesada, ajuda a dar um ar mais duvidoso ao filme, intensificando, assim, as perguntas apresentadas aos personagens e aos telespectadores, porém é essa mesma fotografia que eleva o nível dramático do filme, pois ela atua como um meio de absorver as expectativas dos personagens, elevando suas preocupações sobre a vida que lhes restam.

As atuações, principalmente a atuação de Mulligan, elevaram o nível o filme ao nível máximo de beleza. Mulligan ajuda a criar um ar apreensivo ao filme, pois ela é a única que consegue transpor a verdadeira preocupação de não poder viver uma vida feliz, sabendo que a qualquer momento pode receber uma chamada para que doe seus órgãos. Knightley consegue entregar uma bela atuação, porém é ofuscada pela brilhante atuação de Garfield, que se mostra superior ao seu mais recente trabalho A Rede Social. Entretanto, Knightley e Garfield não são capazes de superar a magnífica e ingênua atuação de Mulligan.

Um tanto quanto fictício e eu tanto quanto real, o filme surpreende com intensa beleza e ingenuidade que é impossível passar despercebido. Simplesmente lindo.

Nota: 9.0

segunda-feira, 28 de março de 2011

2010 – Cópia Fiel (Copie Conforme)

Sinopse: O escritor de meia-idade James Miller (William Shimell) vai à Itália para promover uma palestra e receber um prêmio pelo seu mais recente livro, Copia Conforme. Na viagem, ele conhece uma misteriosa mulher (Juliette Binoche). Juntos, eles viajam pela região da Toscana e começa a se descobrir (ou redescobrir?). O original é melhor que a cópia? Qual a diferença deste casal para outros juntos há anos?

Diretor: Abbas Kiarostami
Roteiro: Abbas Kiarostami
Gênero: Drama
Origem: França/Itália/Irã
Duração: 106 minutos

Elenco

Juliette Binoche (Elle)
William Shimell (James Miller)
Agathe Nathanson (Mulher da Praça)
Andrea Laurenzi (Guia)
Jean-Claude Carrière (Homem da Praça)
Adrian Moore (Filho)
Angelo Barbagallo (Tradutor)


Prêmios e Indicações:

Cannes: Vencedor na categoria Melhor Atriz (Juliette Binoche)

Comentário:

"A beleza retratada na simplicidade de um filme. Simplesmente uma poesia cinematográfica."

Seria o original realmente melhor que a cópia? O que é mais prestigiado a cópia ou o original? O que vale mais? Qual é mais bonito? Essas são perguntas que permanecem durante todo o filme e fazem com que pensemos se realmente aquilo que sempre consideramos como o melhor, é realmente o original ou é apenas uma cópia bem feita.

A história se passa na Itália, mais precisamente em Toscana, onde Elle (Juliette Binoche) está assistindo ao lançamento do livro Copie Conforme, do autor James Miller (William Shimell), onde ela se mostra mais interessada no autor do livro e seu conhecimento, do que no próprio livro.

Elle marca um encontro com James e eles se encontram em sua pequena loja de “cópias autênticas” de obras de arte. James mostra-se um tanto quanto indiferente ao acervo de Elle. Ela, por sua vez, leva-o para um vilarejo onde tenta convencê-lo da relevância da cópia, mostrando a ele uma pintura que era considerada por todos como a original e depois de muito tempo foi descoberto que era apenas uma cópia. Uma cópia que foi idolatrada por famílias reais durante muitos anos.

Elle e James passam todo o filme conversando, discutindo e debatendo sobre o que tem maior valor, algo original ou a cópia que, bem vista, pode ter o mesmo valor que a original. A vida poderia ser dividida em cópia e original? Poderia haver um momento onde tudo o que se acredita passasse a ser apenas uma cópia de algo que já existia? E é durante uma parada em um café que Elle chega a misturar a originalidade da vida real com a cópia da vida fictícia, e James como resposta entra na história de Elle, fazendo com que o telespectador já não consiga distinguir o que é real e o que é fictício na vida dos personagens.

É perceptível certa semelhança com os filmes Antes do Amanhecer (1995) e Antes do Pôr-do-Sol (2004), em sua maneira de dirigir e desenvolver o roteiro, existindo, praticamente, apenas dois personagens e como suas vidas tomam um curso concreto e semelhante.

O jogo de palavras, as poesias citadas em forma de conversas cotidianas, a inteligência e a destreza com que as palavras soam aos ouvidos de quem presta atenção, elevam o nível de um dos filmes mais belos de todos os tempos.

Binoche se envolve e apresenta uma Elle vívida, crua, nua e transparente, suas falas, seu modo de interpretar uma cidadã francesa que mora na Itália e que é amante das obras de arte, uma cidadã simples, porém com um amplo conhecimento. Suas expressões, seus gestos, todas suas farsas, seus truques, tudo isso nos transporta ao pequeno vilarejo onde toda a história se passa.

Abbas Kiarostami, leva ao telespectador a dúvida, porém não apresenta a resposta, em conseqüência deixa que o próprio telespectador descubra a última peça do quebra-cabeça que é o filme.

Kiarostami eleva, assim, o poder do cinema iraniano, desenvolvendo um filme simples, porém com grande conteúdo e deixa a seguinte pergunta ao telespectador: “O que você prefere o original ou a cópia?”. Ele não sente a necessidade de transpor na tela sua opinião, apenas alimentar um debate que, por muito tempo, foi errôneo e esquecido.

Nota: 10